Rolls-Royce Wraith Eagle VIII: homenagem aos pioneiros da aviação

sábado, 20 de julho de 2019 Turbo Filipe Bragança Turbo

A Rolls-Royce revela a sua mais recente série especial, o Wraith Eagle VIII. Este automóvel exclusivo será apresentado oficialmente no Concorso d’Eleganza Villa d’Este, que irá decorrer nos dias 24 a 26 de Maio, em Itália.

Todos os anos, as margens do Lago Como recebem o concurso de elegância da Vila d´Este, que reúne alguns dos automóveis mais bonitos do mundo. Este foi o local escolhido para a apresentação oficial do Wraith Eagle VIII, o mais recente Rolls-Royce ‘Collection Car’, limitado a 50 unidades.

Este automóvel inspirou-se no centenário dos feitos levados a cabo pelo Capitão John Alcock e o Tenente Arthur Brown. Estes dois intrépidos da aviação moderna foram os responsáveis pela primeira travessia do Atlântico sem paragens, em 1919. Os contemporâneos de Sir Henry Royce voaram desde a Terra-Nova, no Canadá, até à vila de Clifden, na Irlanda. O bi-plano que efectuou a travessia era um bombardeiro Vickers Vimy. Este avião modificado era movido por um par de motores Rolls-Royce Eagle VIII de 350 cv (apresentados como “os únicos componentes indestrutíveis do avião”), que hoje oferecem o seu nome a este automóvel da marca britânica.

Em termos estéticos, este veículo presta tributo ao bi-plano que realizou a travessia épica. Desde a pintura em dois tons ao acabamento das presente nas jantes, o exterior deste automóvel celebra a linguagem de design do avião Vickers Vimy, da Primeira Grande Guerra. No seu interior, a celebração da famosa viagem é ainda maior. Para além da bússola e das placas comemorativas, que se distribuem um pouco por todos o habitáculo, o destaque deste carro  vai sem dúvida para os painéis, que foram pintados para imitar a terra vista do céu. Esta vista nocturna terá sido a companheira de viagem destes dois aviadores, durante a sua longa jornada.

O tema dos painéis prolonga-se para o tejadilho, numa interpretação mais moderna. Nota ainda para o relógio do consola central que emite uma ténue luz verde, semelhante ao brilho do painel de instrumentos do avião, durante esta travessia. De acordo com os relatos dos aviadores, o brilho esverdeado do painel era a única fonte de iluminação depois do painel de instrumentos ter congelado devido à altitude, a par das pequenas explosões que o motor causava.

A produção deste Rolls-Royce Wraith Eagle VIII encontra-se limitadas a umas escassas 50 unidades. Uma celebração da relação entre o Homem e a máquina.

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