Ferrari SF90 Stradale é o mais potente da história da Scuderia

quarta-feira, 24 de julho de 2019 Turbo Filipe Bragança Turbo

O Ferrari SF9O Stradale marca um novo capítulo da história da Ferrari. Para além de ser o primeiro híbrido de produção da marca, este carro apresenta performances nunca antes vistas no ciclo do ‘Cavallino Rampante’.

O projecto 173 ganhou forma e tomou a pele do Ferrari SF90 Stradale. O automóvel que partilha o mesmo nome, com o mais recente modelo de Fórmula 1 da Ferrari, promete não ficar nada atrás em termos de performance. De acordo com Louis Camilleri, CEO da marca italiana, o SF90 vem marcar um novo capítulo na história da Ferrari.

Este é o segundo automóvel de uma série de cinco modelos previstos para este ano, o que representa uma produção sem precedentes na história da marca. Ao contrário do ‘La Ferrari’, esta produção apenas será limitada à capacidade de resposta da fábrica.

Motor e Performance

Aqui o número mágico é 1000. É este o número de cavalos irrequietos que vivem debaixo da redoma de vidro deste Ferrari. Esta marca impressionante é possível graças à combinação dos poderes providenciados pelo motor de combustão´F154‘  em conjunto com mais três unidades eléctricas. O premiado V8, que equipa o Ferrari 488 Pista, foi completamente redesenhado e apresenta agora 3990 cc e comparação com os 3902 cc do bloco original. Com um binário máximo de 800 Nm às 6.000 rpm, os agora 780 cv do V8 distribuem a sua potência pelas quatro rodas. Este é o motor mais potente alguma da história dos italianos.

Como se a potência oferecida pelo poderoso V8  não bastasse, a Ferrari introduziu ainda três motores eléctricos, que em conjunto, concedem 220 cv de potência extra. Sobre o eixo traseiro, entre o motor e a transmissão automática de 8 velocidades, foi montado um motor eléctrico ‘MGUK’ (Motor Generator Unit, Kinetic) que aproveita a tecnologia cinética das travagens, para ser posteriormente utilizada em acelerações. Para além deste sistema adoptado da F1, os restantes motores eléctricos foram montados sobre o eixo dianteiro.

O SF90 oferece quatro modos de gestão de potência. No modo ‘eDrive’, os motores eléctricos dianteiros são os únicos responsáveis pela propulsão deste automóvel, oferecendo uma velocidade que se estende dos 25 km/h aos 135 km/h. No modo ‘Hybrid’, todos os motores são utilizados em conjunto com o objectivo de alcançar o máximo de eficiência. O modo ‘Performance’ faz com que o V8 se mantenha constantemente activo, para que a todo o momento se carreguem as baterias eléctricas, ao mesmo tempo que coloca à disposição toda a energia recolhida por estas. Finalmente, o modo que faz soltar todos os cavalos recebeu o nome de ‘Qualify’. Esta configuração apura a resposta de todos os motores em conjunto, para optimizar ao máximo os níveis de performance. Neste modo, o Ferrari é capaz de acelerar dos 0-100 km/h em 2,5 segundos e dos o aos 200 km/h em apenas 6,7 segundos, atingindo uma velocidade máxima de 340 km/h.

Chassis e Tecnologia

Apesar dos motores eléctricos totalizarem um acréscimo de 270 kg, a Ferrari fez com que o peso total do SF90 se mantivesse relativamente baixo nos 1570 Kg, o que se traduz numa relação peso-potência de 1,75 kg/cv. O chassis deste ‘Stradale’ apresenta um aumento de 20 % de rigidez em curva e de 40 % em resposta às forças de torção, em relação a plataformas anteriores. Para além das ligas leves que reduzem o peso deste automóvel, os engenheiros da Ferrari também se focaram no capítulo da aerodinâmica, criando um carro que produz 390 kg de força descendente, a 250 km/h. Neste área, destaque para a ‘asa’ traseira dinâmica que regula a passagem de ar na secção superior do veículo, ajustando as qualidades aerodinâmicas do veículo nas curvas e rectas.

Fulcral para que este velocista se mantenha na estrada, o SF9O foi equipado com o sistema de estabilidade ‘eSSC’ que faz a gestão da transmissão do binário para as rodas. Para além deste, foi introduzido o ‘RAC-e’ – um sistema de controlo de tracção eléctrico, montado em cada uma das quatro rodas e que em conjunto com o ‘eTC’ (Controlo Electrónico de Tração), exploram ao máximo a aderência que uma sistema integral pode oferecer. Nota ainda para o sistema de vectorização de binário que não podia faltar numa máquina destas.

Em termos estéticos, este Ferrari vai ao encontro da linguagem de design apresentada pelos últimos modelos da marca. Em relação a estes, as principais diferenças estão nas linhas que foram suavizadas, e nos faróis, que adoptaram uma forma completamente diferente (em ‘C’). Os faróis traseiros também abandonaram a tradicional forma redonda e apresentam-se agora mais quadrangulares.

Ao nível do interior, o ‘cockpit’ desta automóvel apresenta um desenho mais moderno, que com num carro de F1, envolve o condutor. Esta filosfia desportiva mais moderna, do habitáculo, será à base para futuros modelos da marca. É no volante (que recebeu um ecrã digital) e em redor deste, que se concentram a maior parte dos controlos do ‘cockpit’. Segundo a Ferrari, “80% das funções a bordo podem ser controladas” a partir desta área. Nota ainda para o sistema de ‘infotainment’ recebeu um ecrã de 16′ e para o ‘head up display’.

O Ferrari SF90 vem com duas carroçarias disponíveis: a base e a ‘Asseto Fiorano’. Esta última sacrifica algum conforto em nome da performance, muito ao estilo da tradição de competição da marca italiana.

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