Sabe quais os quatro filtros do automóvel que deve substituir regularmente?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021 Turbo Carlos Moura Turbo

Existem quatro filtros que devem ser mudados regularmente num automóvel: sabe quais são? Revelamos-lhe quais, não somente para que possa evitar avarias no seu automóvel, mas também por uma questão de saúde.

Os automóveis modernos estão equipados com componentes de elevada precisão e complexidade, projetados para cumprir a sua função durante milhares de quilómetros. Todavia, o seu bom funcionamento depende de uma manutenção rigorosa com material de substituição de qualidade.

Igualmente importante é cumprir os intervalos de manutenção recomendados pelo fabricante, sobretudo no que se refere à parte mecânica. Uma peça essencial para uma manutenção correta consiste na substituição atempada de quatro filtros, essenciais para que o automóvel não seja sujeito a desgastes prematuros ou avarias graves.

Filtro de óleo

O óleo é o “sangue” do motor e o filtro de óleo é o elemento que se encarrega que nenhuma impureza acabe por danificar os componentes interno do propulsor.

Os filtros de óleo são feitos de papel, mas conseguem reter no seu interior partículas pequenas e impurezas produzidas no interior do motor durante o processo de combustão.

Os filtros de óleo devem ser mudados sempre que se muda o óleo do carro e nunca devem voltar a ser utilizados. O seu preço é muito baixo, podendo custar entre cinco euros e quinze euros, dependendo do tipo de filtro. Se o filtro for de carcaça metálica e grandes dimensões poderá ser mais caro.

Os filtros de “cartucho” podem ser mais pequenos e terem um preço mais baixo. Se for o próprio a mudar o óleo, deve ser aplicado um pouco de óleo na bordas do filtro, que se consiga enroscar corretamente para que fique devidamente selado.

Filtro de combustível

O filtro de combustível é particularmente importante, especialmente num automóvel diesel, ainda mais num veículo moderno. Se os filtros de combustível podem durar dezenas de milhares de quilómetros em bom estado num automóvel a gasolina, não nos podemos dar ao luxo num automóvel a gasóleo.

O sistema de injeção trabalha a enormes pressões e com tolerâncias micrométricas: qualquer impureza ou agente externo no combustível pode provocar avarias caríssimas, especialmente nos injetores ou na bomba de combustível.

Se tivermos em conta que um moderno injetor piezoelétrico pode superar com facilidade os 300 euros e uma avaria numa bomba-injetora pode representar uma cifra bastante considerável.

Por isso não será recomendável alargar demasia os intervalos de substituição. De novo, os filtros de combustível são realmente acessíveis, embora não tanto como um filtro de óleo. Este filtro dispõe de pequeno recetáculo para separar a água do combustível e entrada para um sensor.

Filtro de ar

O filtro de ar é outro filtro de papel barato e simples, que muitos condutores ignoram. Este filtro também desempenha um papel importante: evitar que entrem elementos externos na admissão do motor e passem para a câmara de combustão.

Uma minúscula pedra poderia causar muitos danos se terminasse no interior do motor. Os intervalos de manutenção dos filtros de ar variam de fabricante para fabricante, mas é recomendável proceder à sua substituição anualmente.

A sua substituição deve ser mais frequente se vivermos em zonas com muitas poeiras ou se circularmos habitualmente em estradas não asfaltadas. Os intervalos de substituição dos filtros de ar podem oscilar entre 30.000 km e 60.000 km, mas cada fabricante é um caso.

Se o filtro de ar não for substituído a tempo, a consequência será um aumento do consumo de combustível. O motor tem de fazer mais esforço para “respirar” e isso é compensado com a injeção de mais combustível.

Em casos extremos, o motor pode “soluçar” ou ter problemas a arrancar.
Assim como sucede com outros filtros, os de ar são simples e raramente custam mais do que 30 euros.

Filtro de habitáculo ou filtro de pólen

Se os três filtros referidos anteriormente têm um efeito direto sobre a mecânica do veículo, existe um outro, igualmente importante, mas também negligenciado. Trata-se do filtro de habitáculo que tem a função de evitar a entrada de impurezas, cheiros e resíduos no sistema de climatização do automóvel.

Se o automóvel cheirar a mofo quando se liga o ar condicionado, isso poderá significar que é necessário substituir o filtro de pólen. Este último é de papel e relativamente fino. Como consequência pode ficar sujo num curto espaço de tempo, obrigando à sua substituição.

O adiamento da substituição do filtro de habitáculo não irá ter como consequência uma avaria mecânica, mas vai obrigar o compressor do ar condicionado a trabalhar contra um filtro sujo, podendo reduzir a sua esperança de vida.

Tendo em conta que este filtro é o único que protege os condutores dos fumos dos outros automóveis e do pó, será recomendável substitui-lo a tempo por uma questão de saúde.

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