Pneus usados compensam? Conheça as vantagens e inconvenientes

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021 Turbo Carlos Moura Turbo

Será que a poupança decorrente da compra de pneus usados, relativamente aos novos, compensa? A que é que deve ter atenção ao comprar pneus usados? A Turbo conta-lhe as vantagens e inconvenientes desta opção, deixando igualmente alguns conselhos úteis, no momento da escolha. Até porque é preciso não esquecer que o pneu é o único ponto de contacto entre o veículo e a estrada…

Uma das operações de manutenção mais dispendiosas num automóvel consiste na substituição dos pneus.

A factura ainda se torna menos agradável para os proprietários dos modelos mais recentes equipados com jantes gigantescas de 18 polegadas, acionadas por um pequeno motor de 90 cv.

O mesmo se aplica, de resto, às viaturas de tipologia crossover / SUV, que montam pneus de maiores dimensões.

Por isso, não será de estranhar que alguns proprietários procurem adquirir pneus de substituição usados, para poupar dinheiro. Mas, será que são seguros? E a poupança, compensa?

Sobre a origem dos pneus usados, importa dizer que, a grande parte dos pneus usados, que estão em comercialização, têm cerca de 25 mil quilómetros e são provenientes de viaturas de renting de países como a Alemanha, a França ou os Países Baixos. 

Alguns pneus também são oriundos de veículos que tiveram um furo. Como a legislação obriga a montar dois pneus da mesma marca por cada eixo e, por vezes, não é fácil encontrar um igual ao furado, são montados os dois da mesma marca, ficando a sobrar o outro.

Depois, há também quem adquira pneus de veículos sinistrados ou para abate.

Vantagens dos pneus usados

A principal vantagem de um pneu usado é naturalmente económica, porque o preço de aquisição é maior. Quanto maior for a sua dimensão, maior será a poupança.

Além disso, há quem prefira investir nuns pneus usados de uma marca de prestígio, do que comprar pneus de marca branca.

Por outro lado, a aquisição de pneus que ainda têm alguma vida útil também é mais vantajosa do ponto de vista ambiental, porque a maioria deles pode acabar num depósito, à espera de uma segunda vida, reciclados como componentes nas misturas de asfalto ou nas proteções de borracha que encontramos no piso dos parques infantis.

Se o pneu for montado num veículo pouco utilizado ou mais antigo, esta opção também se pode justificar.

Inconvenientes dos pneus usados

Apesar de todos os argumentos anteriores favoráveis aos pneus usados, não nos podemos esquecer que se trata do único ponto de contacto entre o veículo e a estrada.

O pneu tem de lidar com todas as prestações, incluindo a aceleração, a travagem, a aderência em piso molhado, e também tem influência no consumo de combustível e no ruído. Por isso, o bom estado dos mesmos é fundamental.

Assim, se a origem for desconhecida ou se não oferecerem garantia, será aconselhável evitar a sua aquisição. 

Mesmo que se encontrem aparentemente em bom estado e sem terem sofrido nenhum tipo de maus-tratos (acidente, furo…), é possível que tenham algum defeito interno na sua carcaça, que seja de difícil localização, a prometer uma menor vida útil.

Conselhos úteis

Se optar pela aquisição de pneus usados deverá levar em conta alguns conselhos úteis.

O comprador deverá verificar a data de fabrico dos pneus, descartando aqueles que tenham uma antiguidade superior a quatro anos. A data de fabrico está marcada no flanco, sendo constituída por um quatro dígitos (SSAA): os primeiros dois referem-se à semana e os últimos ao ano.

O comprador deverá efetuar uma inspeção visual, procurando detetar qualquer defeito como uma racha ou um corte, uma bossa na carcaça ou qualquer outro sinal de desgaste irregular.

O pneu deverá ter uma profundidade superior aos 1,6 mm legais, sendo recomendável a aquisição com 4 mm.

Será aconselhável verificar se a medida é a correta, sem esquecer o índice de carga e o código de velocidade, valores que devem ser iguais em cada eixo.

Por outro lado há que verificar se são pneus de verão ou de inverno. Se a sua proveniência for dos países do norte da Europa, é provável que sejam os adequados para o inverno.

Por fim, deve-se procurar equipar cada eixo com os pneus mais semelhantes possível, em termos de desgaste, estado, antiguidade.

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